Ódio por ele? Não... Se o amei tanto,
Se tanto bem lhe quis no meu passado,
Se o encontrei depois de o ter sonhado,
Se à vida assim roubei todo o encanto...
Que importa se mentiu?
E se hoje o pranto
Turva o meu triste olhar, marmorizado,
Olhar de monja, trágico, gelado
Como um soturno e enorme Campo Santo!
Ah! nunca mais amá-lo é já bastante!
Quero senti-lo d’outra, bem distante,
Como se fora meu, calma e serena!
Ódio seria em mim saudade infinda,
Mágoa de o ter perdido, amor ainda.
Ódio por ele? Não... não vale a pena...
Florbela Espanca
11 março 2007
06 março 2007
Fazes-me falta

É um livro
O livro que mais gostei de ler até hoje. Inês Pedrosa.
O livro também me faz falta, dado que se encontra perdido, algures entre a minha casa da Ericeira e Lisboa.
Li-o nas melhores férias da minha vida. Ao som das ondas do mar da Arrifana, da Carrapateira, à luz da lanterna no parque de campismo de Aljezur. Marca um ponto de viragem na minha vida este livro. Gostava de o encontrar, de certeza que ainda cheira a mar e a sorrisos dessas férias passadas com os amigos de sempre.
Back!
Há muuuuito tempo que não escrevo! Quando digo que não escrevo, refiro-me ,claro, a alguma coisa inteiramente e exclusivamente escrita por mim. Mas hoje DECIDI (o que não quer dizer rigorosamente nada, porque nos últimos meses também decidi muita coisa que não vim a pôr em prática.. adiante) voltar a escrever, o que quer dizer voltar a criar.
Mas como isto das decisões é uma coisa dificil de se concretizar LOGO, hoje SÓ decidi. O meu blog tem saudades, minhas, eu também tenho. Minhas e dele. (do blog, entenda-se). Por isso vou pegá-lo ao colo de novo, mimá-lo e dizer-lhe que sou novamente só dele (do blog entenda-se), e que nunca mais o deixarei sozinho, entregue a citações e frasesinhas feitas que nada têm acrescentado à nossa (minha e do blog) existência!
E tenho dito!
03 março 2007
E esse momento.. é hoje!
"Existe apenas uma idade para sermos felizes, apenas uma época da vida de cada pessoa em que é possível sonhar, fazer planos e ter energia suficiente para os realizar apesar de todas as dificuldades e todos os obstáculos. Uma só idade para nos encantarmos com a vida, para vivermos apaixonadamente tudo com toda a intensidade, sem medo nem culpa de sentir prazer. Fase dourada em que podemos criar e recriar a vida à nossa imagem e semelhança, vestirmo-nos com todas as cores, experimentar todos os sabores e entregarmo-nos a todos os amores sem preconceitos nem pudor. Tempo de entusiasmo e coragem em que todo o desafio é mais um convite à luta que enfrentamos, com toda a disposição de tentar algo novo e de novo quantas vezes for preciso. Essa idade, tão fugaz na nossa vida, chama-se PRESENTE e tem a duração do instante que passa..."
(Mário Quintana)
(Mário Quintana)
23 fevereiro 2007
O Justo Valor das Coisas Presentes
"Não julgues as coisas ausentes como presentes; mas entre as coisas presentes pondera as de mais preço e imagina com quanto ardor as buscarias se não as tivesses à mão. Mas ao mesmo tempo toma cuidado, não seja caso que ao deliciares-te assim nas coisas presentes te habitues a sobrestimá-las; procedendo assim, se um dia as viesses a perder, davas em louco rematado."
Marco Aurélio, in 'Pensamentos'
Marco Aurélio, in 'Pensamentos'
22 fevereiro 2007
21 fevereiro 2007
Baaahhhh
Gostava de expressar aqui a meu sentido nojo em relação a esse alimento sempre presente na culinária Alentejana. O BORREGO! odeio! odeio! MÃE EU ODEIO BORREGO. E quando penso q uma vez não são vezes e decido ao jantar comer um bocadinho (pq não há mais nada e tou cheia de fome) aqui estou eu enjoada até à ponta dos cabelos, mesmo passadas mais de 12 horas da ingestão e digestão do dito cujo!
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